Como lidar com familiares com depressão e ansiedade?

A depressão e a ansiedade atingem milhões de pessoas no Brasil e no mundo. Quem é diagnosticado com algum desses transtornos, já enfrenta a luta diária para manter o seu bem-estar e o apoio dos familiares neste momento é muito importante.

Infelizmente, no entanto, muitos familiares e pessoas próximas não sabem lidar com pessoas com depressão e ansiedade, por mais bem intencionados que sejam. Por isso, vamos abordar alguns pontos interessantes para que esse apoio seja encontrado nesse momento tão angustiante.

O que sente uma pessoa com depressão ou ansiedade?

Cada pessoa tem uma visão de mundo, moldado aos seus valores e crenças. Quando uma pessoa é acometida por um transtorno mental, essa visão modifica-se, como se ficasse turva e muitas vezes irreconhecível ao próprio acometido. 

É preciso entender que um familiar ou amigo com depressão ou ansiedade enxerga o mundo de uma forma diferente que a sua e também diferente do modo com o qual ele mesmo enxergava antes.

Modificações no humor, seja com tristeza ou mau-humor no caso da depressão ou apreensão e angústia no caso da ansiedade; falta de interesse por atividades que antes davam prazer; modificações de uma série de hábitos como sono e alimentação, são alguns dos sintomas das pessoas que enfrentam esses transtornos.

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Como reconhecer e tratar o transtorno de ansiedade

Quais são as reações mais comuns de quem tem familiares com depressão e ansiedade?

Ter um familiar com depressão ou ansiedade é um verdadeiro desafio e duas reações opostas são muito comuns: a de superproteção e a de desistência.

Caracterizamos a superproteção quando o familiar quer assumir as rédeas do tratamento da pessoa com depressão ou ansiedade, tentando fazer de tudo, com algumas recomendações e também a seu modo para tentar evitar o sofrimento do ente querido. Quando isso acontece, a capacidade de reação do próprio indivíduo em relação ao tratamento pode ficar comprometida, tornando mais difícil a superação do transtorno.

Por outro lado, a desistência também pode surgir. Quando ela ocorre, o familiar sente que já fez de tudo o que era possível e que não tem mais jeito, acaba perdendo a paciência por sentir inércia em relação ao acometido. Com isso, o apoio àquele paciente vai sendo deixado de lado, o que também dificulta o processo de tratamento da doença.

Manter o equilíbrio entre esses dois pontos é fundamental para lidar com o familiar com depressão e ansiedade, pois ele precisa de apoio e monitoramento, ao mesmo tempo que precisa sentir que ele é livre e forte para dar os próprios passos quando quiser e chegar o momento.

Se você perceber que está perdendo esse ‘caminho do meio’, busque ajuda para conseguir ajudar essa pessoa. Se ficar pesado demais para você, delegue ou divida a responsabilidade com outro familiar com melhores condições.

Qual a melhor forma de lidar com familiares com depressão e ansiedade?

Não existe uma receita pronta para lidar com familiares com depressão ou ansiedade, mas existem caminhos que precisam ser trilhados para que a ajuda seja efetiva no sucesso do tratamento da pessoa que você ama.

Informe-se sobre a depressão ou a ansiedade

Primeiramente, você precisa informar-se bastante sobre o transtorno mental que o seu familiar está enfrentando. Leia, escute podcasts, veja vídeos no YouTube e converse com o psiquiatra ou psicólogo do seu familiar para entender como que aquela doença acomete o seu familiar. Lembre-se: sempre de fontes confiáveis.

Seja um bom ouvinte

Como já dito anteriormente, não é difícil que os familiares queiram tomar as rédeas e comandar uma série de ações durante o tratamento. Entretanto, ouça, de coração aberto, sem juízo de valor. O seu familiar já se culpa e se sente angustiado o suficiente em não conseguir resolver sozinho aquela situação: seja o apoio e não o contrário, deixe que ele tenha voz.

Ofereça ajuda ativa

A pessoa com depressão e ansiedade sente-se paralisada e não tem energia e disposição o suficiente para realizar atividades simples. Você pode ajudá-la de forma ativa, sugerindo no que você pode ajudá-la e sendo proativo. O famoso ‘se precisar, estou aqui’, não funciona muito bem nesses casos, seja ativo. 

Isso, é claro, sem ser superprotetor: você vai colaborar com o seu familiar e não fazer tudo para ele, afinal, você quer ajudar a pessoa a sair da posição em que está para que depois ela consiga, por si só, seguir normalmente sua rotina e planos. 

Sem julgamentos nem culpabilizações

Lembre-se sempre que o seu familiar está enfrentando uma depressão ou ansiedade e isso não faz parte da personalidade dela. Não o julgue nem o culpe pelo estado que a pessoa se encontra, isso será pior para a pessoa e também para você.

Busque ajuda se necessário

Resgatando o que falamos no final do tópico anterior, se sentir que está pesado demais, busque ajuda! Muitas vezes, quem está lidando com um familiar que está enfrentando depressão ou ansiedade, acaba evoluindo muito no seu próprio lado pessoal, justamente pois busca ajuda e meios para auxiliar o ente acometido. Esse processo pode ser difícil e doloroso, mas é um florescimento seu e de quem você ama e está ajudando.

Você tem um papel muito importante

Se você está lendo este texto, é porque está justamente procurando a melhor forma para lidar com seu familiar com depressão ou ansiedade para ajudá-lo da melhor forma possível. Esse é um ato extremamente nobre e estamos orgulhosos de você. Ajudar quem está em dificuldade pode ser muitas vezes puxado, mas é gratificante e nos faz sentir ainda mais humanos. 

Lembre-se também de você e do seu autocuidado, recordando sempre que você também é um ser que tem necessidades, angústias e tristezas. Seja forte, mas saiba quando pedir ajuda também.

E para encerrar, trago uma Live que eu fiz no dia 10 de julho sobre como lidar com familiares com depressão e ansiedade. Confira o conteúdo aqui.

E se precisar, conte com a gente.

 

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