Depressão e libido: por que o desejo sexual pode diminuir?

A depressão, quando surge, afeta diretamente o dia a dia de quem a enfrenta. Ocorre uma modificação na forma com a qual a pessoa vê o mundo e instala-se o desânimo e um sentimento de incapacidade. 

Além da dificuldade na realização de tarefas rotineiras, as atividades que dão prazer também perdem a motivação e, entre elas, o sexo

A libido pode ser diretamente afetada pela depressão, fazendo com que a pessoa enfrente dificuldades na sua vida sexual e em seu relacionamento. 

Isso acaba acontecendo porque a depressão causa modificações químicas no cérebro, mais precisamente nos neurotransmissores responsáveis pela regulação de humor, foco atenção e prazer, como a serotonina e a dopamina. 

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Por que a depressão causa diminuição da libido?

Um dos principais sintomas da depressão – e necessário para o diagnóstico do transtorno – é a anedonia. A anedonia é a incapacidade de sentir prazer em atividades que eram tidas como prazerosas, o que pode variar de pessoa para pessoa, mas geralmente incluem voltas ao ar livre, ver os amigos, conhecer coisas novas e, também o sexo. 

Esse sintoma ocorre devido às falhas na transmissão da serotonina no cérebro, que junto com outros neurotransmissores, são responsáveis pela regulação do humor, como dito anteriormente, vontade e capacidade sexual, regulação do sono, memória, atenção e aprendizagem. 

Ou seja, com os níveis de neurotransmissores importantes para essas funções no organismo, uma série de atividades, bem como sua motivação para elas, tende a ficar em baixa, afetando diretamente o desejo sexual

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Vale ressaltar que a libido no homem e na mulher costumam ser encaradas de forma um pouco diferente, o que também é afetado pelos casos em que há depressão. 

Nos homens, a resposta física ao desejo pode acontecer antes do estímulo do toque, o que é necessário para a mulher na maioria dos casos. No entanto, tanto no homem quanto na mulher, a depressão pode atuar diretamente prejudicando os pensamentos de desejo sexual, impedindo que fantasias e estímulos sejam gerados, como fatores inibitórios.

Além disso, nos homens, além da perda de libido, podem ocorrer problemas de disfunção sexual, como problemas de ereção e retardo ejaculatório, o que pode aumentar a frustração e diminuir ainda mais o interesse sexual. 

Portanto, a forma como a depressão atua na libido é muito anterior ao estímulo sexual em si. Tendo em vista que a estimulação sexual faz parte de um ‘efeito cascata’, em que é necessário o pensamento, desejo, fantasia, toque, para então a estimulação corporal e ação, a depressão impede que essa cadeia de eventos aconteça no organismo, prejudicando a vida sexual de milhares de homens e mulheres. 

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Isto quer dizer que o impacto da depressão na libido está na raiz do estímulo de prazer como um todo, impedindo que haja a motivação para uma fantasia e um estímulo físico, pela verdadeira confusão que pode acontecer entre os neurotransmissores serotonina (responsável pela manutenção do humor e da sensação de bem-estar); dopamina (sensação de prazer e aumento da motivação) e norepinefrina (atenção e capacidade de foco).

Mudanças de hábitos, abertura a estímulos e tratamento podem ser necessários

Como visto, a diminuição da libido pode ser apenas uma parte da reação em cadeia que pode ser desencadeada no cérebro em relação à falta de prazer em atividades antes tidas como motivadoras. Por isso, a mudança de alguns hábitos podem ser importantes para tentar reverter esse jogo, auxiliando na recuperação da motivação como um todo. A prática de atividades físicas, alimentação equilibrada e convívio social são hábitos altamente benéficos. 

Mais diretamente à libido, estar aberto ou aberta aos estímulos sexuais, como uma noite especial, um toque do parceiro ou parceira, sentir-se à vontade na relação ou sugerir até mesmo alguma aventura ou algo que fuja da rotina podem ajudar quem está sentindo a diminuição do desejo sexual. 

Além disso, procurar um psiquiatra para o tratamento da depressão através de medicamentos ou de psicoterapia também é recomendável, pois o médico pode, inclusive, recomendar atividades ou terapias que auxiliem o casal ou a unidade a enfrentar essa situação e recuperar o prazer, seja sexual ou da vida.

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