Dicas para lidar com a ansiedade

Nos últimos anos, o tempo pareceu diminuir e é comum sentir que, apesar de ter corrido o dia inteiro, você não conseguiu fazer tudo o que precisava. Essa sensação está cada vez mais presente no mundo contemporâneo, especialmente em grandes centros urbanos.

Nesse contexto, os transtornos de ansiedade afetam cada vez mais pessoas. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 2020 apontam que esse problema é global: em torno de 264 milhões de pessoas sofrem com esses transtornos. No Brasil, a situação é ainda mais grave: dados de 2019 revelam que somos o país com o maior número de pessoas ansiosas no mundo – nada menos do que 18.6 milhões.

Em um cotidiano altamente digitalizado, em que parece cada vez mais difícil conciliar as demandas do trabalho, da família e pessoais, surgem as perguntas: como identificar esses transtornos de ansiedade? Como lidar com eles e amenizar os danos que eles provocam?

Como lidar

Alguns tipos mais comuns de distúrbios de ansiedade são fobias, transtorno obsessivo compulsivo, transtorno de estresse pós-traumático, ataque de pânico e ansiedade generalizada.

Alguns cuidados podem ajudar a reduzir os quadros de ansiedade. Além de buscar acompanhamento profissional, com psiquiatras e psicólogos, é importante criar hábitos que não favoreçam o surgimento dela.

Um deles é organizar a sua rotina diariamente. A desorganização contribui muito para o surgimento da ansiedade. Assim, manter as coisas e as tarefas organizadas ajuda a manter a tranquilidade e a confiança de que você vai conseguir fazer tudo o que precisa naquele dia. 

Sem o estabelecimento de uma rotina, aumentam as chances de procrastinação e o acúmulo de tarefas. Anotar o que precisa ser feito a cada dia em um papel ou cronograma pode ajudar nesse processo. Vale lembrar que imprevistos acontecem e aprender a lidar com eles é fundamental.

Outro passo fundamental é aprender a reconhecer os próprios sentimentos, necessidades, limites e desejos. À medida que intensificamos o autoconhecimento, aprendemos a reconhecer como lidamos e reagimos ao que nos acontece. 

Esse aprendizado vai te permitir identificar quais são os fatores que mais impulsionam a sua ansiedade e quais são os modos de lidar que mais funcionam para você – permanecer um momento sozinho e calado prestando atenção na respiração, conversar com outras pessoas, fazer atividade física, repousar, ouvir música, escrever, etc.

É bastante disseminada a ideia de que praticar atividades físicas regularmente ajuda a reduzir sintomas de ansiedade. Isso se justifica do ponto de vista fisiológico: tais atividades intensificam a produção de endorfina, hormônio que propicia a sensação de bem-estar, reduz dores e ansiedade. Por isso, busque realizar algum exercício ou esporte que te proporcione a sensação de prazer e tranquilidade. Não se esqueça de caprichar no sono depois, para descansar o corpo e repor as energias.

Desenvolver ou abrir espaço para praticar um hobby também é outro grande aliado contra a ansiedade. O importante é fazer algo apenas pelo prazer que ele te proporciona. Outro benefício disso é a possibilidade de aprender a fazer algo novo – como pintar, dançar, desenhar, cantar, fazer trilhas, entre outros exemplos.

Por fim, uma última dica valiosa para reduzir a ansiedade é manter vínculos afetivos fortes. A sensação de ter uma boa rede de apoio é fundamental, especialmente nos momentos de crise. Por isso, invista parte do seu tempo em ver, conversar e compartilhar experiências com familiares, amigos e parceiros amorosos. Além disso, é recomendado se afastar de pessoas que te fazem sentir ansiosa ou desestimulada.

Como identificar 

Algumas sintomas comumente associados a quadros mais intensos de ansiedade são:

falta de ar, sudorese, insônia, gagueira, tremores, tontura, aceleração do batimento cardíaco, dor de cabeça, formigamento, boca seca, náuseas e ondas de calor.

É importante lembrar que a ansiedade é um fenômeno natural de resposta do nosso organismo caracterizado pelo aumento da vigilância e do alerta, liberação de cortisol e comportamento de evitação ou esquiva, sendo estratégico em situações de perigo ou ameaça.

O problema é quando a ansiedade ocorre de forma contínua e intensa em atividades corriqueiras, prejudicando o dia-a-dia e causando transtornos físicos, mentais e emocionais, que impactam diferentes áreas da vida. 

Por isso, é importante buscar profissionais qualificados para investigar os sintomas, considerando o contexto de vida da pessoa naquele momento. Agenda uma avaliação conosco e tenha o suporte necessário para manter a sua saúde mental!

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