O que é esquizofrenia? Sintomas, fatores e como tratar

Entenda o que é a esquizofrenia e quais são seus 5 principais tipos e sintomas, além de saber qual o tratamento para este transtorno.

Certamente você já ouviu falar em esquizofrenia, mas a maioria das pessoas não entende realmente o que é esse transtorno mental e isso acaba gerando diversas formas de preconceito. 

A esquizofrenia é uma doença que acomete 1% da população, de todas as etnias, povos e culturas. Ou seja, ela é uma doença da própria condição humana, que não depende de fatores externos.

A seguir, vamos explicar o que é esquizofrenia, quais são os fatores de risco, sintomas e tratamento.

O que é esquizofrenia?

A esquizofrenia é uma doença psiquiátrica endógena, ou seja, causada por fatores internos do próprio organismo de quem a desenvolve, caracterizada principalmente por alucinações visuais e auditivas, além do isolamento. Existe há muitos anos e antigamente era chamada de psicose, pois não se tinha conhecimento o suficiente sobre esta condição. 

A origem de seu nome, criado há 200 anos, teve inspiração na língua grega, e une as palavras ‘esquizo’ e ‘frenia’, correspondentes à ‘dividir’ e ‘mente’. Isto representa bem a descrição do transtorno, em que a pessoa divide sua vida real com delírios e alucinações.

Mas como surge a esquizofrenia e como é o seu tratamento? Continue lendo para descobrir!

Sintomas da esquizofrenia

Os sintomas na esquizofrenia são divididos entre negativos e produtivos

No início da doença, surgem primeiro os negativos, que são caracterizados por apatia e falta da capacidade de ter uma vida normal. O indivíduo para de cuidar da própria higiene pessoal, aparenta não sentir emoções e nem estar ligado à realidade. A pessoa fica com o olhar perdido, como se estivesse no ‘mundo da lua’.

Em seguida podem aparecer os sintomas produtivos, caracterizados por delírios, alucinações, pensamentos desorganizados expressos através da fala e comportamento motor anormal. É comum os pacientes com esquizofrenias ouvirem vozes, acreditarem que estão sendo perseguidos ou que há um complô contra eles. 

Uma característica bem forte da esquizofrenia é o paciente não perceber a falta de lógica no que está vivenciando e não acreditar em nenhum argumento que o tente explicar que o que ele está sentindo não é real.

Esse processo de desenvolvimento da doença pode levar anos. No começo, como não se sabe direito o que está acontecendo, é comum ocorrer muita ansiedade e tensão.

Veja os principais sintomas descritos da esquizofrenia:

  • Sintomas negativos: vontade de isolamento, desleixo com cuidados pessoais e dificuldade de expressão são alguns desses sintomas.
  • Delírios: sentimento de perseguição de pessoas desconhecidas e traição de pessoas próximas são comuns. A pessoa também pode acreditar que é um ser divino, especial ou que possui poderes mágicos.
  • Alucinações: a pessoa pode ter visões e ouvir vozes de forma bem clara e nítida para ela, acreditando piamente nas fantasias de sua mente.
  • Confusão ou desorganização mental: falas e ideias expressadas sem sentido ou conexão.
  • Problemas de concentração e memória: pode apresentar incapacidade de memorização e atenção.
  • Distúrbios psicomotores: a pessoa pode apresentar movimentos repetitivos ou involuntários ou catatonismo.
  • Comportamento: podem ocorrer surtos, com agressividade, agitação e até ideação suicida.

Leia também: Estou ansioso ou tenho ansiedade: qual a diferença?


Os tipos de esquizofrenia

Apesar de sempre se falar de esquizofrenia de forma singular, a doença pode se manifestar em diferentes tipos. Conheça os principais:

1. Esquizofrenia paranoide

O tipo de esquizofrenia que mais atinge as pessoas, caracterizado por alucinações, delírios, agressividade, sentimento de perseguição ou de que são super-heróis. Também costuma apresentar bastante agitação, inclusive com tendência a atos violentos.

2. Esquizofrenia Hebefrênica ou Desorganizada

Neste caso, a esquizofrenia é caracterizada, principalmente, por falas completamente sem sentido ou que não se aplicam àquele momento. Sintomas semelhantes aos da depressão também podem se manifestar de forma concomitante, como desejo de isolamento social, desinteresse e apatia, com dificuldade na execução das tarefas diárias.

3. Esquizofrenia Catatônica

Aqui, há a presença forte do catatonismo, ou seja, uma dificuldade em ter o controle sobre os próprios movimentos. A pessoa pode ficar paralisada por horas, com o olhar vago e perdido em certo momento, e noutro, ficar bastante agitada, fazendo caretas, repetindo frases sem nexo ou contexto e realizando movimentos idiossincráticos. É considerada uma manifestação mais grave de esquizofrenia, que pode levar o indivíduo a se degradar.

4. Esquizofrenia Residual

Quando uma pessoa já foi diagnosticada com esquizofrenia, tratada e, após algum tempo, persistem determinados sintomas, considera-se a esquizofrenia residual. Neste caso, o indivíduo pode ter dificuldades de se expressar, de manifestar sentimentos e emoções, de raciocinar de forma rápida e tende à falta de cuidado consigo mesmo e ao isolamento.

5. Esquizofrenia Simples

É caracterizada quando há uma tendência na pessoa ao isolamento, apresenta dificuldades com afeto e relacionamento e ainda se torna alheia aos acontecimentos que a circundam, sendo indiferente à realidade que a cerca.

Nos homens a doença costuma se manifestar mais cedo, por volta do início dos 20 anos e nas mulheres é no final dos 20. Crianças e maiores de 40 anos dificilmente são diagnosticados com esquizofrenia.

Como é realizado o diagnóstico da esquizofrenia?

Para diagnosticar a esquizofrenia, deve-se excluir a possibilidade de outras doenças ou do abuso de substâncias que possam causar os mesmos sintomas. O diagnóstico pode incluir exames físicos; testes e exames toxicológicos, bioquímicos e de imagem e avaliação psiquiátrica.

O que causa a esquizofrenia?

Não há uma única resposta para essa pergunta. Porém, a predisposição genética é um fator muito importante, já que uma pessoa que tem um parente de primeiro grau com a doença tem uma chance de 13% de também desenvolvê-la. Mas claro, há também fatores ambientais que estão envolvidos no processo, apesar de ainda não se souber muito bem quais.

Existem fatores que, apesar de não serem a única causa da doença, aumentam ainda mais os riscos, como:

  • Histórico familiar e hereditariedade: um dos principais fatores de risco é para as pessoas que possuem parentesco em primeiro grau com uma pessoa que desenvolveu a doença, aumentando significativamente a chance de seu surgimento.
  • Inflamações ou doenças autoimunes: por ser uma psicopatologia endógena, disfunções como estas podem ter relação.
  • Fatores neuroquímicos e drogas: problemas com desequilíbrios químicos cerebrais, inclusive com os neurotransmissores dopamina e glutamato, são fatores de risco, bem como a utilização recorrente de drogas psicoativas.
  • Complicações na gravidez e no nascimento: assim como para outras doenças, problemas na gestação ou nascimento podem aumentar as chances de esquizofrenia.

Até hoje, não foi descoberta a causa da esquizofrenia, mas a combinação de alguns fatores genéticos, cerebrais e do ambiente podem desencadear a doença.

A esquizofrenia tem cura?

Apesar de não ter cura para a doença, ela possui tratamento que, se feito corretamente, o paciente tem grandes chances de levar uma vida normal, sem interromper suas atividades e continuar integrado socialmente. Quanto mais cedo se descobre a doença, menores são as chances dela provocar danos mais graves na personalidade do indivíduo.

O tratamento deve ser feito durante toda a vida do paciente. Em alguns casos, pode ser necessária a hospitalização. Além disso, é muito importante educar a família do paciente, para diminuir o preconceito e tornar o tratamento mais efetivo.

Os tratamentos disponíveis para esquizofrenia

O tratamento da esquizofrenia inclui a combinação de medicamentos e psicoterapia. O tratamento medicamentoso com antipsicóticos e neurolépticos auxilia o paciente a controlar o surto de possíveis crises e ajudam na estabilização do quadro a curto e médio prazo, aliviando os sintomas agudos do transtorno.

Combinada, a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) também é muito importante no trabalho de ressignificação e no auxílio ao paciente a restabelecer sua vida e rotina, de forma com que consiga viver normalmente e distanciar-se do sofrimento emocional.

Você não está só!

A esquizofrenia é uma doença como qualquer outra e precisa de tratamento. Todo preconceito com doenças psiquiátricas dificulta muito na adesão ao tratamento, trazendo sofrimento para a vida dos pacientes.

Para tratar transtornos psiquiátricos, você pode contar com a clínica Psiquiatria Paulista! Agende agora a sua consulta!

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