Quando falamos de doenças psiquiátricas ou de saúde mental, muitas vezes ouvimos o termo “psicose” ou “pessoas psicóticas”. O que muitos não sabem é que essa palavra tem um significado e valor médico importante. Entenda aqui, afinal, o que é psicose.

Conceito médico

A psicose, para a medicina, se traduz como uma síndrome neurológica, em que algumas partes do cérebro não estão funcionando normalmente, geralmente associada à ação de um neurotransmissor nessas áreas, chamado dopamina. A dopamina tem inúmeras funções no cérebro, sendo importante para a comunicação dos neurônios e atuando em diversos sistemas do organismo. Entretanto, o excesso de dopamina em algumas áreas do cérebro, ou o dano direto dessas áreas pode levar as pessoas a vivenciarem alucinações, delírios, alterações de personalidade ou pensamentos e comportamentos desorganizados.

Sintomas da Psicose

Um dos sintomas mais caricatos é a repetição de palavras e ações aparentemente sem sentido. Isso ocorre devido a impossibilidade que a pessoa desenvolve da associação com os próprios pensamentos. Pensamentos indesejados e com tendência suicida também podem aparecer. A memória pode ser afetada e confusão e desorientação podem surgir. A pessoa também pode se sentir extremamente ansiosa, agitada e nervosa, intercalando com sentimento de solidão.

Fatores de Risco

A psicose pode atingir qualquer pessoa, sendo maior o risco nos indivíduos com predisposição genética ou que tenham sofrido danos cerebrais – seja através de traumas ou de exposição a substâncias químicas.

Causas

o que e psicose

A psicose não tem causa única, podendo ser causada por transtornos primários, ou seja, de doenças que surgem espontaneamente, ou ser secundária a outras doenças.

Como causas primárias podemos citar:

  • Esquizofrenia (conheça mais sobre esquizofrenia neste artigo);
  • Transtorno psicótico breve;
  • Depressão com características psicóticas;
  • Transtorno bipolar;
  • Transtorno delirante.

Como causas secundárias, podemos citar:

  • Doses elevadas ou uso crônico de determinados medicamentos e drogas psicoativas;
  • Uso ou intoxicação por maconha (principalmente em adolescentes com predisposição genética);
  • Síndrome de abstinência de benzodiazepínicos, barbitúricos e bebidas alcoolicas;
  • Exposição a metais pesados como arsênico, mercúrio e chumbo;
  • Exposição a organofosforados (substâncias presentes principalmente em inseticidas e herbicidas);
  • Distúrbios neurológicos como epilepsia, esclerose múltipla, tumor cerebral, demência (alzheimer, parkinson etc.);
  • Infecções no sistema nervoso central (encefalites);
  • Deficiência de vitaminas (folato, B12. tiamina, niacina);
  • Doenças endócrinas como síndrome de Cushing, hipotireoidismo ou timoma;
  • Doenças autoimunes;
  • Distúrbios metabólicos (doença de Wilson, homocistinúria);
  • Doenças genéticas que afetam os cromossomos (Síndrome de Klinefelter e Prader Willi).

A psicose, portanto, não deve ser ignorada. Pessoas que sofrem com psicose devem ser acolhidas por profissionais da saúde para afastar possibilidades mais graves e receberem o tratamento devido. Agir com hostilidade ou de forma leiga com quem apresenta um estado mental delicado por causar consequências mais graves.

A Psiquiatria Paulista sempre pode ajudar

A Psiquiatria Paulista tem todas as condições necessárias de acompanhar o tratamento de uma pessoa que apresentou um surto psicótico para controlá-lo e evitar sua repetição. Sempre que precisar, conte com o apoio de toda a nossa equipe. Fale conosco.


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