Síndrome de Asperger: comunicação e interações afetadas

Você já ouviu falar sobre a Síndrome de Asperger? Essa síndrome faz parte do que denominamos o transtorno do espectro autista, porém apresenta algumas particularidades. Entenda sobre aqui.

O que é a Síndrome de Asperger?

A Síndrome de Asperger é um transtorno neurobiológico definido como uma perturbação do desenvolvimento humano, marcada por dificuldades significativas em se relacionar socialmente e em compreender e utilizar a comunicação não verbal – associado a interesses e padrões de comportamento restritivos e repetitivos. 

Essa síndrome compõe o que denominamos como Transtorno do Espectro Autista (TEA), porém se trata de um espectro de menor gravidade, pois a inteligência e a linguagem não são muito afetadas. Os sinais que a caracteriza geralmente se manifestam antes dos dois anos de idade e na maioria dos casos acompanham a pessoa durante toda a vida.

Características

A síndrome de Asperger apresenta algumas particularidades. A que mais chama atenção é que se trata de um transtorno que acomete majoritariamente crianças do sexo masculino. Além disso, crianças com essa síndrome podem mostrar o desenvolvimento de uma linguagem típica e, muitas vezes, um vocabulário proporcionalmente superior para a idade. Entretanto, ao interagir com os outros pode apresentar uma comunicação um pouco inadequada ou embaraçosa para o momento. 

Sendo assim, apesar de não ser definitivo para o diagnóstico, a síndrome de asperger pode apresentar uma série de sinais e sintomas em graus variados. Confira:

Sinais e Sintomas

  • Fala/ linguagem excessivamente formal ou de forma monótona;
  • Uso de figuras de expressão de forma literal;
  • Dificuldade de interagir com os colegas;
  • Comportamento emocional inadequado para o contexto;
  • Dificuldade em compreender e utilizar linguagem não verbal;
  • Falta de coordenação motora;
  • Expressões faciais limitadas ou inadequadas;
  • Interesses restritos a determinado tema ou objeto.

Causas

Não há uma causa exata e conhecida para a Síndrome de Asperger. Apesar de ser parcialmente hereditária, ainda não se conhece os mecanismos genéticos subjacentes. Além disso, a interação desses fatores genéticos com os fatores ambientais parece ter igual influência. Apesar dos esforços, a neuroimagem não conseguiu descrever um problema fisiopatológico comum para essa condição.

ATENÇÃO: Não se trata de uma condição causada pela forma que a criança foi criada ou como consequência de problemas decorrentes das experiências de vida. Portanto, os pais não são culpados.

Como é feito o diagnóstico?

Como citado anteriormente, os graus de sinais e sintomas podem variar bastante na Síndrome de Asperger, o que torna o diagnóstico algo difícil de ser realizado. Portanto, havendo suspeita, é fundamental que essa criança seja observada e acompanhada por um profissional qualificado para tal, como um médico e/ou um psicólogo.

Os testes neuropsicológicos e/ou que lidam com o reconhecimento de emoções costumam representar a maneira mais comum de realizar um diagnóstico ou identificar traços específicos da Síndrome de Asperger. O principal diagnóstico diferencial inclui o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

Síndrome de Asperger tem cura?

Infelizmente, nenhum espectro do transtorno autista apresenta cura. Entretanto, são variadas as intervenções terapêuticas disponíveis e a sua introdução o mais precoce possível é fundamental para a conquista de resultados satisfatórios. 

As opções de tratamento incluem:

  • Treinamento e educação dos pais;
  • Treinamento das habilidades sociais e fonoaudiologia;
  • Terapia Comportamental Cognitiva (TCC);
  • Análise Comportamental Aplicada;
  • Terapia Ocupacional;
  • Medicação para controle de sintomas ou outros transtornos associados, como ansiedade, depressão etc.

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