Transtorno Obsessivo-Compulsivo: quem pode ser afetado?

O Transtorno Obsessivo-Compulsivo, que caracteriza-se pela presença de hábitos de obsessão (pensamentos invasivos) e compulsão (comportamentos repetitivos) é um transtorno mental de ansiedade e necessita cuidado.

No entanto, o TOC pode afetar várias pessoas e o seu diagnóstico pode levar anos. Mesmo assim, existem grupos que podem ter maior propensão ao desenvolvimento do transtorno e alguns sintomas que podem ser mais facilmente detectáveis. 

Entendendo melhor: o que é o Transtorno Obsessivo-Compulsivo e quais seus sintomas?

Como o próprio nome sugere, o Transtorno Obsessivo-Compulsivo é formado por duas ‘etapas’ que repetem-se o tempo todo: primeiro, a obsessão e em seguida, a compulsão

No TOC, pensamentos obsessivos – ideias, imagens, cenários invasivos, persistentes e recorrentes, minam a cabeça do paciente. Eles não passam com o tempo e só pioram, repetindo-se infinitamente e voltando sempre ao começo. 

Com isso, a alternativa encontrada pelo paciente com TOC é realizar um ritual que, nesse caso, é a compulsão. A compulsão é caracterizada pela realização de uma tarefa específica, com todo um enredo predefinido, com o único objetivo de aplacar a ansiedade gerada pela obsessão.

O grande problema disso, é que esses ciclos repetem-se tanto e preenchem tanto o espaço da vida do indivíduo, que acabam prejudicando seriamente a sua rotina, fazendo com que chegue atrasado a compromissos, não cumprindo as suas tarefas como deveria e acarretando até mesmo em problemas de saúde, além dos sociais e profissionais.

Um exemplo fácil de ser entendido é daquela pessoa que tem um medo exagerado de germes ou bactérias. Por mais que ela seja uma pessoa limpa, em um ambiente limpo e sem contato com agentes nocivos, os pensamentos de que ela está em risco e se contaminará são recorrentes e a levam a pensar que o pior vai acontecer. Então, ela lava as mãos de minuto e minuto, limpa minuciosamente várias vezes a mesma superfície e isso faz com que ela gaste muito tempo na mesma atividade sem que isso realmente diminua um risco potencial..

Outro exemplo é o da pessoa com medo de que não está segura. Isso faz com que ela verifique várias vezes se o gás está fechado, as portas e janelas trancadas, por 20, 30 ou inúmeras outras vezes que sejam suficientes para aplacar a ansiedade. A contagem compulsiva, como contar passos durante uma caminhada, durante a realização de algumas atividades também pode ser um sintoma de TOC.

Quem pode ser afetado pelo TOC?

O Transtorno Obsessivo-Compulsivo pode atingir qualquer pessoa, de crianças a adolescentes. A idade em que o TOC mais costuma se solidificar é pelos 20 anos, mas o que não impede esse desenvolvimento em adultos pelos seus 30 ou 40 anos.

Alguns estudos indicam que a genética pode ser influência no desenvolvimento do transtorno, ou seja, se você possui familiares com TOC, pode ser que haja mais facilidade no desenvolvimento do transtorno.

Casos de abusos físicos ou mentais durante a infância e a adolescência também surgem como um fator de risco, devido a forma com que as associações mentais e afetivas referentes ao medo ou sensação de segurança, por exemplo, são feitas no cérebro.

Além disso, a própria estrutura cerebral, em pacientes que possuem as áreas do córtex frontal e subcorticais com modificações, pode ser uma das causas desse transtorno. 

Mesmo assim, qualquer pessoa que apresente a configuração sintomática dita anteriormente pode ter Transtorno Obsessivo-Compulsivo sem que tenha qualquer uma dessas condições. Por isso, é importante observar os sintomas e como suas atitudes prejudicam o seu dia a dia

É importante salientar que alguns hábitos e manias são normais, não caracterizando o TOC. O principal ponto deste transtorno é pela junção da obsessão com a compulsão e que levam a uma modificação altamente danosa à vida do paciente. Tudo bem se você contar alguns passos na caminhada ou pisar somente em determinadas riscas de piso algumas vezes, o problema ocorre quando sua mente entende que se você não fizer isso, algo muito ruim irá acontecer ou então você se sente muito angustiado.

Como é o tratamento do Transtorno Obsessivo-Compulsivo?

O tratamento geralmente se dá pela junção de medicamentos antidepressivos, que são altamente eficazes por serem inibidores de serotonina, e psicoterapia (em muitos casos a TCC – Terapia Cognitivo-Comportamental).

Os medicamentos ajudam o paciente a sair mais rapidamente (ao longo de meses) dos principais sintomas nocivos do TOC e a psicoteraria auxiliará no controle dos pensamentos obsessivos e das compulsões gatilhadas por eles.

O principal ponto no tratamento do Transtorno Obsessivo-Compulsivo é fazer com que o paciente não chegue à compulsão, que alimenta ainda mais o pensamento obsessivo. É apenas mudando esses hábitos que o tratamento tem sucesso e, nisso, o psiquiatra e o psicólogo são seus aliados.

Tem dúvidas se tem TOC ou se é só um hábito ou mania que incomodam?

É sempre bom lembrar que qualquer mania ou hábito que você sente que lhe prejudica de alguma forma, vale a pena uma atenção e ajuda profissional. Por mais que não seja TOC, modificá-lo pode trazer uma melhor qualidade de vida para você, ajudando nas suas pequenas conquistas diárias ou grandes conquistas de vida. Não deixe de procurar ajuda, certo?

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