Entenda tudo sobre a Síndrome de Borderline

Já ouviu falar sobre a Síndrome de Borderline? Também chamado de transtorno de personalidade borderline, essa síndrome traz graves consequências para a vida de quem a possui, assim como para as relações com quem esse indivíduo estabelece. Entenda tudo sobre esse transtorno aqui.

O que é a Síndrome de Borderline?

Do inglês, “borderline” se refere ao que é limítrofe, que está na fronteira ou que é incerto. Esse termo ajuda a definir esse transtorno, também conhecido como transtorno de personalidade limítrofe. A síndrome de borderline é um problema de saúde psicológico e psiquiátrico, em que o acometido apresenta uma personalidade com um padrão de instabilidade constante do humor e do comportamento, com mudanças de atitude súbitas e de forma impulsiva.

Uma pessoa que sofre com a síndrome de borderline pode vivenciar episódios intensos de raiva, depressão ou ansiedade com duração variável de horas a dias; podendo, inclusive, cometer tentativas de suicídio. Se trata, portanto, de um transtorno de difícil diagnóstico, porém cuja identificação e tratamento corretos são de extrema importância. 

Epidemiologia

Esse transtorno acomete igualmente homens e mulheres, apesar de que mulheres costumam buscar mais o tratamento do que os homens. Acredita-se que acomete cerca de 1,7 a 3% da população geral, mas pode representar de 15 a 20% dos pacientes em tratamento para transtornos de saúde mental.

Causas

Não existe uma causa específica para quem desenvolve a síndrome de borderline, sendo as crises geralmente manifestadas após conflitos emocionais difíceis ao longo da vida, que podem ser experiências como de morte ou separação, até abuso sexual – principalmente na infância e/ou adolescência. Geralmente, acomete pessoas que cresceram em ambientes afetiva e emocionalmente conturbados.

 Quais seus sintomas?

sintomas da sindrome de borderline

Os sintomas mais comuns da síndrome de borderline incluem a instabilidade emocional, associada à impulsividade, insegurança e relações sociais problemáticas. Costumam ser pessoas que não toleram ficar sozinhas, podendo sentir medo intenso ou raiva quando se sentem abandonados ou negligenciados. 

Esses sentimentos podem ser emanados por situações simples, como o cancelamento de um programa ou o atraso por parte de alguém que consideram importante. Assim, esses pacientes podem mudar de opinião sobre os outros de forma dramática e impulsiva, se sentirem que essa pessoa não se importa o suficiente com eles. Entretanto, essa instabilidade emocional não os tornam pessoas incapazes de amar ou se relacionar, pois podem ser amorosos, empáticos e cuidar do outro, desde que sintam que essa pessoa também irá cuidar deles sempre que necessário.

Raiva e medo do abandono costumam ser a temática principal de quem sofre com a síndrome de borderline, associada à insegurança e à destruição da auto-imagem. Pacientes com esse transtorno costumam ter dificuldade de controlar o sentimento de raiva, reagindo muitas vezes de forma exagerada e inadequada. Após a explosão, muitas vezes se sentem mal ou com sentimento de culpa pela reação, reforçando a auto imagem de uma pessoas má. Da mesma forma, podem mudar subitamente de objetivos e opiniões ao longo da vida, muitas vezes abandonando projetos quando estão próximos a serem alcançados como forma de se auto sabotar.

As alterações de humor podem ser respostas às tensões interpessoais, mostrando a extrema sensibilidade que esses pacientes apresentam frente qualquer tipo de conflito ou quando são contrariados. 

Atitudes impulsivas, como a automutilação, ameaças suicidas, compulsões alimentares, vida sexual de risco, uso de drogas, gasto excessivo de dinheiro ou dirigir de forma imprudente também podem estar presentes. Geralmente, essas  atitudes representam formas de se punirem “por serem maus” ou para reafirmar a sua capacidade de sentir e gerar alívio ou até mesmo para reforçar a ideia de que precisam ser cuidados, no medo do abandono e/ou da rejeição.

IMPORTANTE:

 Apesar de que muitas vezes essas ações autodestrutivas não são provocados com o objetivo de, de fato, acabar com a própria vida, o risco de suicídio em pessoas com o transtorno de personalidade borderline chega a ser 40 vezes maior do na população em geral, sendo que até 10% desses pacientes cometem suicídio.

Apesar de que a maioria dos sintomas tendem a diminuir e a taxa de recidiva é baixa, o estado funcional, ou seja, a capacidade desses pacientes de realizar as suas atividades básicas e instrumentais da vida diária, não costuma melhorar muito.

Frequentemente, esses pacientes apresentam outras comorbidades associadas, como:

  • Depressão;
  • Transtornos de ansiedade;
  • Transtorno de estresse pós-traumático;
  • Transtornos alimentares;
  • Drogadicção.

Outros sintomas que podem estar presentes em situações de estresse extremo (seja desencadeado por uma rejeição ou pela sensação de abandono), sem necessariamente haver outro transtorno associado incluem: pensamentos paranóicos, episódios dissociativos e alucinações.

Como tratar a Síndrome de Borderline?

O tratamento dessa síndrome basicamente consiste em psicoterapia associada a medicações específicas para cada caso, como antidepressivos, antipsicóticos e estabilizadores de humor.

Como pode ser confundido com outros transtornos como transtorno de afetividade bipolar ou depressão, é de extrema importância que pessoas com os sintomas citados acima tenham uma avaliação e acompanhamento de um psiquiatra qualificado. Vale ressaltar que o tratamento medicamentoso não exclui a necessidade e importância do tratamento psicológico nesses casos, principalmente por que o remédio necessário pode variar conforme variam as características de cada crise.

Se você reconhece algum desses sintomas em você mesmo ou em alguém próximo a você, não hesite em pedir ajuda. Marque uma consulta com um de nossos especialistas aqui!

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