Você sabe o que é a acumulação compulsiva?

O Dr. Henrique Bottura, psiquiatra e diretor clínico do Instituto de Psiquiatria Paulista, colaborou em uma matéria do site UOL sobre a acumulação compulsiva.

A acumulação compulsiva é dificilmente percebida pela própria pessoa que possui este tipo de transtorno.

Quais os parâmetros que definem a acumulação compulsiva?

As pessoas com transtorno de acumulação têm uma dificuldade persistente de descartar ou de se desfazer de suas coisas, independentemente do valor real que os objetos tenham. A simples ideia de jogar ou doar algum desses objetos gera muito sofrimento e ansiedade. Para ser considerada um transtorno psiquiátrico, a acumulação precisa causar prejuízos na vida da pessoa, como, por exemplo, ela viver entre cômodos entulhados de coisas, afetando a movimentação e até a própria higiene.

Alguns acumuladores podem chegar a comprar itens que não usam nunca e se endividarem por isso, ou até mesmo roubar, pois sentem que “precisam” ter tal objeto. A diferença entre um acumulador e um colecionador é que o segundo organiza e mostra, geralmente com satisfação e orgulho, toda sua coletânea. Para o acumulador, tudo é desorganizado, amontoado e causa desconforto a ele próprio.

Há uma predisposição genética ou algum tipo de trauma desencadeia a doença?

A genética, o funcionamento do cérebro e os eventos estressantes da vida têm sido alvo de pesquisas como possíveis causas. O transtorno geralmente começa na adolescência e tende a piorar com a idade. Ele afeta, em pelo menos 50% das vezes, pessoas cujos familiares próximos —pais, por exemplo— também são acometidos pela doença. Outras pessoas desenvolvem o problema depois da morte de um ente querido, divórcio, despejo ou perda de bens em um incêndio.

Entre as características comportamentais comuns de quem sofre com o transtorno estão a indecisão, o perfeccionismo, a procrastinação, a dificuldade de planejar e organizar tarefas, o evitamento de situações que consideram ansiogênicas e a distraibilidade, que significa dificuldade ou incapacidade para se fixar ou se ater a qualquer coisa que implique esforço produtivo. Em geral, essas pessoas vivem sozinhas e escondem dos amigos e familiares a própria condição.

Veja a matéria completa no site UOL.

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