Ansiedade: primeiros sinais e quando procurar ajuda

Você já sentiu um aperto no peito sem motivo aparente? Ou tem dificuldade para dormir à noite por causa de pensamentos intrusivos? Esses podem ser os primeiros sinais de ansiedade, uma condição que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. 

A ansiedade é uma resposta natural do corpo ao estresse, mas quando se torna excessiva e interfere na vida diária, pode ser um sinal de um transtorno de ansiedade. Os sintomas podem variar de pessoa para pessoa, mas incluem preocupação constante, tensão muscular, irritabilidade, dificuldade de concentração e ataques de pânico.

Entender os primeiros sinais é fundamental para saber a hora certa para buscar ajuda e desenvolver estratégias para lidar com o transtorno de forma eficaz. Acompanhe este artigo para saber mais sobre como lidar com a ansiedade e recuperar o controle da sua vida.

O que é ansiedade?

A ansiedade é algo natural que todos experimentam de vez em quando. Ela pode ser causada por uma variedade de fatores, como situações estressantes, mudanças na vida ou até mesmo eventos positivos, como um casamento ou uma viagem.

No entanto, quando a ela gera sensação de grande desconforto e se torna excessiva ou persistente, pode se tornar um transtorno de ansiedade: um grupo de doenças mentais que são caracterizadas por sentimentos de medo, preocupação ou nervosismo excessivos.

Muitas vezes, os transtornos envolvem episódios repetidos de súbitos sentimentos de intensa ansiedade, bem como medo ou terror que chegam ao pico em poucos minutos (ataques de pânico).

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que 18,6 milhões de brasileiros convivem com a ansiedade. O transtorno é responsável por 17,9% dos afastamentos de trabalho.

Diferentes tipos de transtornos de ansiedade

Os transtornos de ansiedade são um grupo de condições que são caracterizadas por medo, ansiedade e perturbações comportamentais. Como resultado, as pessoas com esses transtornos frequentemente sentem medo de que algo ruim possa acontecer. Em resposta a este estímulo, a ansiedade se manifesta em estado de tensão e alerta.

Estes transtornos se classificam de acordo com as situações ou estímulos que levam aos comportamentos ansiosos. Os mais comuns são:

  • Transtorno de ansiedade generalizada (TAG): caracterizada por ansiedade excessiva e preocupação crônica em relação a uma variedade de eventos ou atividades. 
  • Transtorno do pânico: caracterizado por episódios de medo intenso e repentino, gerando muitas vezes sintomas físicos como: palpitações cardíacas, falta de ar, tonturas e tremores.
  • Agorafobia: medo intenso e evitação de situações ou lugares que podem causar sentimentos de pânico, constrangimento ou serem difíceis de escapar. 
  • Fobia social: medo persistente e intenso de situações sociais ou de desempenho nas quais a pessoa teme ser avaliada negativamente por outras pessoas.
  • Transtorno de ansiedade de separação: medo intenso de ficar separado de pessoas que são importantes, como os pais ou cuidadores.
  • Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC): caracteriza-se, basicamente, por pensamentos e comportamentos repetitivos e intrusivos.
  • Transtorno de estresse pós-traumático (TEPT): causados por um evento traumático, dessa forma, caracteriza-se por sintomas de ansiedade, depressão e flashbacks.

O que causa a ansiedade?

As causas não são totalmente compreendidas, mas acredita-se que sejam uma combinação de fatores genéticos, ambientais e psicológicos.

Segundo estudos, a tendência genética pode aumentar a propensão ao desenvolvimento de transtornos de ansiedade, ao passo que experiências traumáticas ou estressantes no ambiente também podem influenciar. Além disso, fatores psicológicos, como desafios na autoestima ou em relacionamentos também contribuem.

Como reconhecer os primeiros sinais

É fundamental estar atento aos primeiros sinais e procurar assistência profissional o quanto antes. Por vezes, as pessoas experimentam esses sintomas sem associá-los ao transtorno de ansiedade, talvez por não estarem familiarizadas com suas características. Embora esses sinais possam variar de pessoa para pessoa, alguns principais incluem:

  • Sentir-se nervoso, inquieto ou tenso;
  • Ter uma sensação de perigo iminente;
  • Aumento da frequência cardíaca;
  • Respiração rápida (hiperventilação);
  • Sentir-se fraco ou cansado;
  • Dificuldade em se concentrar ou pensar em qualquer coisa além da preocupação do momento;
  • Problemas para dormir;
  • Problemas gastrointestinais;
  • Dificuldade em controlar a preocupação;
  • Evitar coisas que desencadeiam o mal estar;
  • Suor;
  • Tremores.

Quando procurar ajuda?

É importante procurar ajuda quando os sintomas estão causando sofrimento ou interferindo na sua vida diária. Dessa forma, alguns sinais de que você pode estar precisando de ajuda incluem:

  • Se você está sentindo ansiedade intensa ou persistente, que não melhora com mudanças no estilo de vida.
  • Se meu medo, preocupação ou ansiedade são perturbadores e difíceis de controlar.
  • Se a ansiedade está interferindo em suas atividades diárias, como trabalho, escola ou relacionamentos.
  • Se a ansiedade está causando problemas de saúde física, bem como problemas para dormir, problemas digestivos ou dores de cabeça.
  • Tem pensamentos ou comportamentos suicidas — se este for o caso, busque atendimento de emergência imediatamente.

Contudo, é importante destacar que não é necessário vivenciar todos os sinais e sintomas mencionados para buscar ajuda. Se você está enfrentando qualquer um desses sintomas, é fundamental procurar assistência profissional de um psicólogo ou psiquiatra.

Tipos de tratamento

Psicoterapia

A terapia cognitivo-comportamental (TCC) é uma abordagem da psicologia eficaz para transtornos de ansiedade. Em resumo, a TCC ajuda as pessoas a identificar e mudar os pensamentos e comportamentos que contribuem para o transtorno, construindo na relação terapêutica ferramentas de manejo.

Medicamentos

Os medicamentos desempenham um papel importante no tratamento dos transtornos de ansiedade, não só auxiliando no alívio dos sintomas, mas também melhorando a qualidade de vida das pessoas afetadas.

Além disso, existem diferentes classes de medicamentos utilizados no tratamento. A escolha do medicamento específico dependerá do tipo e da gravidade do transtorno, além das características individuais de cada pessoa.

O IPP está aqui para oferecer apoio

Os primeiros sinais podem passar despercebidos devido à sua natureza sutil. Contudo, é crucial permanecer atento(a) a esses sinais e buscar assistência profissional caso eles passem a afetar significativamente sua vida.

Reconhecemos que solicitar auxílio pode ser desafiador, mas é fundamental lembrar que você não está sozinho(a). Inúmeros indivíduos lidam com transtornos de ansiedade, e há tratamentos disponíveis capazes de proporcionar ajuda.

Se você está experimentando algum dos sintomas mencionados neste artigo, entre em contato conosco para saber mais sobre como podemos te ajudar. Você pode entrar em contato conosco via WhatsApp ou através do telefone (11) 3262-3468.

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