Como apoiar pessoas em sofrimento emocional nas empresas?

Um ambiente de trabalho positivo e saudável reflete diretamente no bom desempenho das pessoas e nos resultados do negócio. Porém, até mesmo as organizações mais consolidadas e preocupadas com o tema da saúde mental podem se deparar com colaboradores em sofrimento emocional. Desta forma, é importante refletirmos sobre o assunto e pensarmos sobre as ações de prevenção e promoção da saúde mental no trabalho.

As ações em prol da saúde mental devem envolver líderes e colaboradores, para a identificação, a abordagem, o acolhimento, o encaminhamento e o suporte àqueles que precisam de ajuda. A ideia principal é que as pessoas não sintam que estão passando por problemas de saúde mental sozinhas. É importante que os colaboradores se sintam engajados e motivados a ajudar-se mutuamente.

O papel das organizações

As estratégias de prevenção aos prejuízos à saúde mental devem englobar todas as pessoas, independentemente do setor ou área de atuação dentro das empresas. Somos todos responsáveis por termos ambientes saudáveis no trabalho e a empatia pelos outros indivíduos é a melhor forma de nos conectarmos a colegas que possam estar com dificuldades de todos os tipos.

De forma estruturada, as empresas precisam criar mecanismos de gestão da saúde mental de seus colaboradores. O movimento Mente em Foco, lançado pela Rede Brasil do Pacto Global da ONU, elenca alguns compromissos das empresas no combate ao estigma e ao preconceito social ao redor da saúde mental. Algumas iniciativas encorajadas e divulgadas para as organizações são:

– Ter um profissional de referência para aconselhamento e atendimento;

– Oferecer orientação e manejo de crises;

– Garantir a avaliação permanente dos colaboradores;

– Manter gestores engajados, com capacitação para atuar em relação ao tema e orientação sobre as melhores condutas, sendo agentes de transformação;

– Criar um programa “antiestigma”: promovendo debates abertos e intervenções em grupo com assuntos que busquem reduzir o estigma relacionado ao sofrimento psíquico, inserindo-o como pauta permanente na organização;

– Promover ações de incentivo à saúde mental: campanhas e iniciativas para incentivar práticas culturais, esportivas, de nutrição, bem-estar, educação, entre outras, a partir de demandas identificadas.

Identificando o sofrimento emocional

Em um sentido mais prático, perpetuar uma cultura de escuta ativa é indispensável para que todos estejam atentos em relação a si mesmos e aos outros. Quando for necessário fazer o acolhimento de outra pessoa, nossa principal ação deve ser no sentido de servir. Servir envolve escutar, sem julgamentos, sem comparações, para compreender o que se passa com a pessoa. Não se deve interferir, a princípio, mas somente mostrar para a outra pessoa que ela pode se abrir, desabafar e contar conosco.

Depois deste momento inicial, então pode ser iniciada uma conversa com a pessoa, mostrando que é normal não estar bem e que outras pessoas também passam por situações similares. É fundamental mostrar que é possível melhorar a saúde mental com ações práticas. A troca de sentimentos, pensamentos e sensações em uma conversa já pode aliviar a pessoa em sofrimento. Também deve-se encaminhá-la para os profissionais especializados, para melhor diagnóstico da situação.

Além disso, deve-se dar suporte contínuo, pois a pessoa muitas vezes pode iniciar o processo de busca de ajuda especializada, mas pode não dar sequência, devido à sua vulnerabilidade. Devemos lembrar sempre que a saúde mental ainda é um tabu na sociedade, e que por isso as pessoas podem bloquear a busca de solução para si mesmas.

Os transtornos mentais mais recorrentes

Os principais transtornos mentais relacionados ao ambiente de trabalho são a ansiedade, a depressão, a síndrome de Burnout, o estresse ocupacional e a síndrome do pânico. Nos últimos anos, as estatísticas têm mostrado que os transtornos mentais estão figurando entre as principais causas de afastamento do trabalho no Brasil.

Assim, evitar transtornos mentais relacionados ao trabalho é um desafio para as organizações que buscam garantir o direito dos trabalhadores à saúde. Por outro lado, também passa a ser uma questão de relevante interesse para a sociedade, pois a pessoa adoentada não se desenvolve, não produz e não funciona bem em sua vida como um todo.

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Este texto inclui informações retiradas do website do Pacto Global da ONU. Para saber mais, clique aqui.

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