Será que tenho déficit de atenção? Saiba os sinais

Muito se fala hoje sobre um transtorno chamado de “déficit de atenção”, ou TDA. Com o estresse e a sobrecarga comum de uma vida moderna, é normal que muitas pessoas se queixem de falta de atenção e dificuldade de foco.  O que muitos não sabem, é que para além da falta de foco por estresse, é possível que crianças e adultos sofram desse transtorno de origem orgânica e para o qual há tratamento. 

Estima-se, internacionalmente, que cerca de 3% a 7% das crianças e adolescentes em idade escolar são afetadas e, dessas, até 50% persistem com os sintomas na vida adulta. Por isso, é de extrema importância que esse transtorno seja devidamente identificado e tratado o quanto antes.

O que é déficit de atenção (TDAH)?

Também conhecido como Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade ou TDAH, o TDA trata-se de uma doença crônica que afeta as funções cerebrais e o desenvolvimento neuronal, com sintomas que começam na infância e muitas vezes persistem na fase adulta. Sua manifestação é variada em intensidade e nos sintomas e – apesar de todos os avanços da ciência – ainda não se sabe exatamente as causas desse transtorno. Hoje acredita-se que a causa principal é genética, sendo que a intensidade dos sintomas está associada ao estilo de vida de cada um. 

Como identificar e diagnosticar TDAH?

O diagnóstico de TDAH é clínico, ou seja, é feito através de uma anamnese aprofundada e por meio de questionários de rastreamento – e não testes psicológicos. No caso dos adultos, é importante que a deficiência identificada tenha estado presente na vida dessa pessoa desde a infância. Para o diagnóstico, é fundamental que haja comprometimento em pelo menos 2 domínios na vida, como dificuldade de acompanhar as atividades na casa e na escola, ou no trabalho e na casa. 

Além disso, outros transtornos psiquiátricos como abuso de substâncias, transtornos de humor etc. estão presentes em 75% dos casos. Na infância, conforme o novo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM 5), o diagnóstico deve ser feito até os 12 anos de idade.

 Quais os sintomas de TDAH?

tdah deficit de atenção sintomas

As manifestações da doença são variadas, e as classificações mais atuais definem três tipos principais de TDAH: desatento; hiperativo/impulsivo e misto. 

Os principais sintomas presentes em cada um desses perfis são:

  • Tipo desatento:

o   Dificuldade em manter a atenção em uma única atividade;

o   Dificuldade em seguir instruções minuciosas ou persistir numa única atividade até o final;

o   Dificuldade em ouvir quando lhe dirigem a palavra diretamente;

o   Pouca atenção a detalhes;

o   Dificuldade em se organizar e administrar o tempo;

o   Não realizar atividades que exigem esforço mental prolongado;

o   Facilidade em perder objetos – mesmo os de grande valor;

o   Facilidade em se distrair;

o   Esquecimentos constantes (das atividades que realiza com frequência ou das palavras no meio de frases, por exemplo).

  • Hiperativo/ impulsivo:

o   Agitação constante com possível movimentos constantes (batendo o pé, batucando objetos etc.);

o   Dificuldade de permanecer longos períodos sentado;

o   Dificuldade em realizar atividades mais calmas, mesmo que de lazer;

o   Dificuldade em aguardar a sua vez em atividades em grupo;

o   Falar em excesso;

o   Interromper as pessoas com frequência;

o   Agir de forma invasiva e impulsiva.

  • Misto

o   Apresenta sintomas de desatenção e hiperatividade simultaneamente.

Outros sintomas associados podem incluir: Baixa tolerância a frustrações; temperamento explosivo; dificuldade em se expressar; desejo de fazer tudo ao mesmo tempo; mudar constantemente de planos; tendência a compulsões e excessos.

 Qual o tratamento de TDAH?

Diferente do que muitos pensam, o TDAH apresenta sim tratamento medicamentoso, assim como não medicamentoso. Seja em crianças ou adultos, a recomendação atual é uma combinação de ambas as formas de tratamento

Os medicamentos mais comumente utilizados são os psicoestimulantes, que devem ser receitados por médicos especialistas e de forma controlada. Esse controle é necessário, pois são medicações com potencial para abuso e dependência. Algumas outras substâncias podem ser prescritas, como antidepressivos ou anti-hipertensivos.

Além do tratamento medicamentoso, é recomendado abordagens não farmacológicas como psicoterapia, coaching comportamental, meditação e/ou ginástica cerebral. Mudanças no estilo de vida, como melhora dos hábitos alimentares, do condicionamento físico e mental e da qualidade do sono podem ter um efeito positivo sobre os sintomas, tanto de desatenção quanto de hiperatividade

  • Como se trata de uma condição orgânica e crônica, o TDAH não possui cura ou formas de prevenção total. Entretanto, é possível minimizar os fatores de risco, assim como os sintomas – desde que devidamente identificado e tratado.

Se você acha que pode estar sofrendo de déficit de atenção ou algum parente seu, entre em contato com a nossa equipe de especialistas e marque uma avaliação aqui.


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