Burnout e Boreout: conheça as definições, diferenças e impactos na saúde

Quando se trata de exaustão no trabalho, existem dois extremos: o Burnout e o Boreout. Ambos levam a sintomas semelhantes, como fadiga, desmotivação e baixa produtividade, mas são causados ​​por diferentes circunstâncias. 

O Burnout ocorre quando os indivíduos estão sobrecarregados de trabalho, enfrentando altos níveis de estresse e pressão. Já o Boreout, também conhecido como “Síndrome do Tédio”, ocorre quando as pessoas se encontram entediadas e subestimadas no trabalho, sem desafios ou oportunidades de crescimento.

Compreender as diferenças entre o Burnout e o Boreout é fundamental para garantir intervenções adequadas e prevenir problemas de saúde física e mental. Portanto, neste artigo exploraremos os sinais distintivos de cada um e forneceremos dicas práticas para evitar sua ocorrência.

Se você já se sentiu esgotado ou entediado no trabalho, este artigo é exatamente o que você precisa. Aprenda como identificar, prevenir e lidar com o Burnout e o Boreout, para que possa restabelecer seu equilíbrio, motivação e satisfação no ambiente de trabalho.

Diferenças entre Burnout e Boreout

Embora tanto o Burnout quanto o Boreout tenham sintomas semelhantes, é importante entender suas diferenças para compreendê-los.

O Burnout é resultado de um excesso de trabalho e pressão. Pessoas que sofrem de Burnout geralmente estão envolvidas em atividades intensas e demandantes, seja no trabalho ou em outras áreas da vida. Como resultado, isso pode levar a um esgotamento físico, emocional e mental, causando sintomas como exaustão, irritabilidade, insônia e dificuldade de concentração.

Por outro lado, o Boreout ocorre quando as pessoas se sentem subestimadas e entediadas no trabalho. Elas podem estar presas em uma rotina monótona, realizando tarefas repetitivas e sem desafios. Como resultado, a motivação diminui, levando a uma sensação de desinteresse, falta de propósito e baixa autoestima.

No entanto, é importante notar que o Boreout não é reconhecido como uma doença ocupacional, ao contrário do Burnout, que foi oficialmente reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Dessa forma, tanto o Burnout quanto o Boreout podem ter consequências graves para a saúde e o bem-estar das pessoas. Portanto, é essencial reconhecer os sinais e buscar formas de prevenção e tratamento.

Sintomas 

Os sintomas podem se manifestar de diferentes maneiras e ter um impacto significativo na saúde e bem-estar das pessoas. Aqui estão algumas das manifestações mais comuns em cada um desses transtornos:

Sintomas do Burnout

  • Exaustão física e mental;
  • Sentimento de esgotamento constante;
  • Dificuldade em se concentrar e tomar decisões;
  • Diminuição da produtividade e desempenho;
  • Desmotivação e falta de interesse no trabalho;
  • Irritabilidade e conflitos interpessoais;
  • Distúrbios do sono;
  • Sintomas físicos, como dores de cabeça, doenças frequentes e problemas gastrointestinais.

Sintomas do Boreout

  • Desinteresse e tédio constante no trabalho;
  • Sentimento de estar sobrecarregado mesmo com tarefas simples e rotineiras;
  • Falta de motivação e energia;
  • Baixa produtividade;
  • Procrastinação frequente;
  • Tristeza e apatia;
  • Ansiedade e irritabilidade;
  • Sintomas físicos, como dores de cabeça e problemas digestivos.

É importante observar que esses sintomas podem variar de pessoa para pessoa, e nem todos os indivíduos apresentarão todos os sinais mencionados. No entanto, se uma pessoa estiver experimentando vários desses sintomas regularmente, é aconselhável buscar ajuda profissional e considerar estratégias de autocuidado para lidar com o estresse e a pressão no trabalho.

Causas

As causas do Burnout e do Boreout podem variar de acordo com cada indivíduo e ambiente de trabalho. Ambos os fenômenos têm origem em situações de estresse prolongado e insatisfação profissional. 

No cenário do Burnout, a expectativa de alta performance e a pressão para cumprir metas são fatores que podem levar ao surgimento desse esgotamento emocional. Além disso, a busca constante por produtividade e a ausência de um equilíbrio entre vida pessoal e profissional também são elementos que contribuem para o desenvolvimento desse quadro.

Por outro lado, o Boreout muitas vezes está relacionado a um ambiente de trabalho desmotivador, onde a falta de desafios e oportunidades de crescimento profissional gera uma sensação de tédio e desinteresse. Tarefas rotineiras e pouco estimulantes podem levar a um sentimento de subutilização de capacidades e habilidades.

É importante ressaltar que tanto o Burnout quanto o Boreout têm impactos significativos na saúde e bem-estar dos indivíduos. Dessa forma, o desgaste emocional e a falta de motivação podem comprometer o desempenho profissional, as relações sociais e a qualidade de vida dos afetados.

Leia também: A dupla jornada de trabalho: mães esgotadas com Síndrome de Burnout 

Diagnóstico e Tratamento de Burnout e Boreout

Diagnóstico

O diagnóstico de Burnout e Boreout é realizado através da avaliação médica dos sintomas físicos e psicológicos apresentados pelo indivíduo, como: sinais de exaustão emocional, falta de motivação, irritabilidade, dificuldade de concentração, entre outros.

Além disso, é necessário considerar o contexto no qual esses sintomas estão ocorrendo, como o ambiente de trabalho, demandas profissionais ou até mesmo obrigações do dia a dia. A avaliação médica também pode incluir exames complementares, a fim de descartar outras condições de saúde que possam estar contribuindo para os sintomas.

Tratamento

O tratamento envolve uma abordagem multidisciplinar, buscando a melhora do bem-estar físico e emocional do indivíduo. Algumas estratégias que podem ser adotadas incluem:

  1. Psicoterapia: é fundamental para ajudar o indivíduo a gerenciar o estresse e desenvolver estratégias para enfrentar as demandas do trabalho. Nesse sentido, a terapia cognitivo-comportamental e a terapia de apoio são algumas das abordagens utilizadas.
  2. Mudanças no estilo de vida: é importante fazer mudanças no estilo de vida para promover o equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal. Isso pode incluir a adoção de uma rotina de sono adequada, juntamente com a prática regular de exercícios físicos, alimentação saudável e atividades de lazer.
  3. Apoio social: o suporte de amigos, familiares e colegas de trabalho é fundamental no processo de recuperação. Além disso, buscar apoio emocional e compartilhar experiências pode ajudar a diminuir o estresse e melhorar o bem-estar.
  4. Pausas e descanso: é essencial que o indivíduo tire pausas regulares durante o trabalho e, acima de tudo, aproveite os períodos de descanso. Essas pausas podem ajudar a reduzir o esgotamento emocional e físico causado pelo excesso de trabalho.
  5. Reavaliação das prioridades: em alguns casos, pode ser necessário fazer uma reavaliação das prioridades e buscar uma mudança de carreira bem como ambiente de trabalho que sejam mais saudáveis e gratificantes.

É importante ressaltar que o tratamento deve ser individualizado, levando em consideração as necessidades e características de cada pessoa. Por isso, os profissionais de saúde especializados desempenham um papel fundamental na garantia de um tratamento adequado e eficaz.

Leia também: A saúde mental e a liderança nas empresas 

Como prevenir o Burnout e Boreout

Para evitar o surgimento dessas condições, você pode adotar algumas estratégias:

  1. Observe os sinais precoces: é importante estar atento aos sinais de exaustão física e emocional, como fadiga constante, irritabilidade, falta de motivação, entre outros. Reconhecer esses sintomas precocemente pode permitir a adoção de medidas preventivas.
  2. Estabeleça limites: definir limites é essencial tanto no âmbito profissional quanto pessoal. Assim, ter horários de trabalho regulares, pausas adequadas e tempo para descanso e lazer contribuem para evitar a sobrecarga e o desgaste.
  3. Gerencie o estresse: aprender a lidar com o estresse de forma saudável é fundamental. Praticar técnicas de relaxamento, bem como meditação e exercícios físicos, pode ajudar a reduzir a tensão e promover o equilíbrio emocional.
  4. Valorize o autocuidado: é importante reservar um tempo para si mesmo, cuidar da saúde física e mental. Isso inclui uma alimentação balanceada, sono adequado e atividades prazerosas que ajudem a recarregar as energias.
  5. Estabeleça metas realistas: o estabelecimento de metas viáveis e realistas é essencial para evitar o sentimento de incapacidade e frustração. Além disso, dividir tarefas em etapas menores e celebrar as conquistas ao longo do caminho pode ajudar a manter a motivação.
  6. Procure ajuda profissional: caso os sintomas persistam ou se intensifiquem, é fundamental buscar ajuda profissional. Psicólogos e psiquiatras, como especialistas capacitados, oferecem tratamento e orientação adequados na prevenção e tratamento não só do Burnout, mas também do Boreout.

No longo prazo, tanto o Burnout quanto o Boreout podem contribuir para o desenvolvimento ou agravamento de doenças físicas ou mentais, tornando o tratamento mais complexo. Não hesite em buscar esse suporte caso esteja enfrentando desafios relacionados à sua saúde mental no trabalho.

O IPP está aqui para oferecer apoio

Os transtornos relacionados à exaustão no trabalho têm se tornado cada vez mais comuns. Segundo informações da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt), cerca de 30% dos trabalhadores no Brasil enfrentam o Burnout. 

Os impactos dessas síndromes no bem-estar dos profissionais são significativos, por isso é fundamental que as empresas busquem soluções adequadas para lidar com essa questão.

Se você acredita estar enfrentando sintomas de Burnout ou Boreout, ou conhece alguém que esteja passando por isso, é importante buscar ajuda especializada. O Instituto de Psiquiatria Paulista está aqui para auxiliar no diagnóstico e tratamento desses problemas. 

Entre em contato conosco para agendar uma avaliação ou obter mais informações sobre como podemos fornecer o apoio necessário. Você pode entrar em contato conosco via WhatsApp ou através do telefone (11) 3262-3468.

#main-content .dfd-content-wrap {margin: 0px;} #main-content .dfd-content-wrap > article {padding: 0px;}@media only screen and (min-width: 1101px) {#layout.dfd-portfolio-loop > .row.full-width > .blog-section.no-sidebars,#layout.dfd-gallery-loop > .row.full-width > .blog-section.no-sidebars {padding: 0 0px;}#layout.dfd-portfolio-loop > .row.full-width > .blog-section.no-sidebars > #main-content > .dfd-content-wrap:first-child,#layout.dfd-gallery-loop > .row.full-width > .blog-section.no-sidebars > #main-content > .dfd-content-wrap:first-child {border-top: 0px solid transparent; border-bottom: 0px solid transparent;}#layout.dfd-portfolio-loop > .row.full-width #right-sidebar,#layout.dfd-gallery-loop > .row.full-width #right-sidebar {padding-top: 0px;padding-bottom: 0px;}#layout.dfd-portfolio-loop > .row.full-width > .blog-section.no-sidebars .sort-panel,#layout.dfd-gallery-loop > .row.full-width > .blog-section.no-sidebars .sort-panel {margin-left: -0px;margin-right: -0px;}}#layout .dfd-content-wrap.layout-side-image,#layout > .row.full-width .dfd-content-wrap.layout-side-image {margin-left: 0;margin-right: 0;} Agendar consulta