Quem trata o Alzheimer: psiquiatra, neurologista, ou geriatra?

O Alzheimer, uma doença neurodegenerativa que afeta milhões de pessoas no mundo, pode ser um desafio para pacientes e familiares. Entre as dúvidas mais frequentes está a escolha do profissional médico mais adequado para o tratamento.

O diagnóstico e tratamento do Alzheimer podem ser realizados por diferentes especialistas da área da saúde, como psiquiatras, geriatras e neurologistas. Cada profissional possui sua própria abordagem e conhecimentos específicos para lidar com a doença, sendo igualmente relevantes para o diagnóstico e acompanhamento do quadro evolutivo.

Vamos explorar juntos neste artigo as características de cada especialidade e como elas podem contribuir no diagnóstico, tratamento e acompanhamento de pacientes com Alzheimer. Afinal, a informação é uma aliada fundamental no cuidado da saúde mental e na busca por qualidade de vida.

O que é o Alzheimer?

O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva que afeta o cérebro, sendo a causa mais comum de demência em pessoas de idade em todo o mundo. Caracteriza-se pela perda de memória, dificuldade de raciocínio, problemas de linguagem e alterações de comportamento. Da mesma forma, estes sintomas geralmente pioram com o tempo e podem interferir nas atividades diárias e no convívio social do paciente.

Estima-se que mais de 50 milhões de pessoas em todo o mundo vivem com a doença. No entanto, é importante ressaltar que nem todos os casos de perda de memória estão relacionados ao Alzheimer, podendo haver outras causas subjacentes que precisam ser investigadas e diferenciadas por um profissional de saúde qualificado.

Sintomas

O Alzheimer causa uma série de sintomas progressivos. Aqui estão alguns dos sinais de alerta mais comuns:

  • Perda de Memória: a dificuldade em lembrar eventos recentes e a confusão em relação ao tempo e espaço.
  • Declínio Cognitivo: deterioração nas habilidades de raciocínio, assim como compreensão e resolução de problemas.
  • Alterações de Comportamento: podem ocorrer mudanças de humor como: agitação, irritabilidade e até mesmo agressividade.
  • Dificuldade de Comunicação: dificuldade em expressar pensamentos e emoções, bem como em compreender a fala de outras pessoas.
  • Perda de Habilidades Motoras: a habilidade de realizar tarefas cotidianas simples, como se vestir ou se alimentar, pode ser comprometida.

É comum que os primeiros sinais da Doença de Alzheimer sejam confundidos com o envelhecimento normal. Às vezes, isso pode atrasar a busca por ajuda profissional e, consequentemente, o diagnóstico da doença pode ocorrer mais tarde do que o ideal. 

É importante que, ao perceberem esses primeiros sinais, as famílias busquem assistência de profissionais ou serviços de saúde especializados para obter um diagnóstico precoce. Isso pode ajudar bastante no tratamento e no prognóstico da doença.

Quem trata o Alzheimer: psiquiatra, neurologista, ou geriatra?

O diagnóstico e tratamento do Alzheimer podem ser realizados por diferentes especialistas da área da saúde, como psiquiatras, geriatras e neurologistas. Contudo, cada profissional possui sua própria abordagem e conhecimentos específicos para lidar com a doença. Veja como cada um pode contribuir:

  • Psiquiatra: especializado no diagnóstico, tratamento e prevenção de doenças mentais, incluindo distúrbios cognitivos como o Alzheimer. Eles podem ajudar a avaliar os sintomas psiquiátricos associados à doença, como depressão e ansiedade, sobretudo oferecer suporte emocional ao paciente e à família durante o processo.
  • Geriatra: especializado no cuidado de idosos e nas condições de saúde que afetam essa faixa etária, incluindo doenças neurodegenerativas como o Alzheimer. Além disso, eles têm expertise em lidar com as complexidades médicas que surgem com o envelhecimento e podem oferecer um plano de tratamento personalizado para garantir a melhor qualidade de vida possível ao paciente.
  • Neurologista: o neurologista se concentra no diagnóstico e tratamento de distúrbios do sistema nervoso, incluindo o Alzheimer. Eles possuem conhecimento especializado no funcionamento do cérebro e podem solicitar exames neurológicos detalhados para diagnosticar a doença precocemente e propor abordagens terapêuticas adequadas.

Cada especialidade traz sua contribuição única para o tratamento do Alzheimer. Sendo assim, a escolha do profissional dependerá das necessidades individuais do paciente e das orientações do médico de família. Em casos mais complexos, uma abordagem multidisciplinar, envolvendo diferentes especialidades, pode ser recomendada para garantir um cuidado abrangente e integrado ao paciente.

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A importância do Psiquiatra no tratamento do Alzheimer

O psiquiatra, com seu conhecimento especializado em saúde mental e comportamento, exerce um papel fundamental ao proporcionar qualidade de vida aos pacientes com Alzheimer e seus familiares, além de diversas outras contribuições, como:

  • Diagnóstico diferencial: o psiquiatra pode ajudar a distinguir entre os sintomas da doença de Alzheimer e outras condições que afetam a cognição e o comportamento, como a depressão, a ansiedade e os transtornos psicóticos.
  • Gestão dos sintomas comportamentais: muitas vezes, os pacientes com Alzheimer apresentam sintomas comportamentais desafiadores, como agitação, agressividade e alucinações. Nesse sentido, o psiquiatra pode trabalhar para controlar esses sintomas por meio de intervenções farmacológicas e não farmacológicas.
  • Apoio emocional: tanto os pacientes com Alzheimer quanto seus familiares podem enfrentar dificuldades emocionais ao lidar com a progressão da doença. Um psiquiatra pode oferecer suporte emocional e orientação para lidar com o estresse e as mudanças emocionais associadas à doença.
  • Avaliação e monitoramento: o psiquiatra pode realizar avaliações regulares para monitorar a progressão da doença, ajustar os planos de tratamento conforme necessário e garantir o bem-estar geral do paciente.

É bastante comum que as pessoas só procurem ajuda de um psiquiatra quando o paciente com Alzheimer começa apresentar mudanças de comportamento severas, como agitação, agressividade ou alucinações. No entanto, para além do cuidado direto com o paciente, é importante que os cuidadores também recebam apoio profissional para lidar com os desafios da doença.

A rotina cheia de responsabilidades muitas vezes faz com que os cuidadores se esqueçam de cuidar da própria saúde, o que aumenta significativamente o risco de desenvolverem doenças psicossomáticas.

Estamos aqui para oferecer apoio

O Alzheimer é uma condição progressiva, por isso, o suporte profissional desde o início faz toda a diferença no manejo da doença e na qualidade de vida do paciente e de seus familiares. Agir precocemente é essencial para garantir o melhor acompanhamento e resultados possíveis.

Se você suspeita de Alzheimer em um familiar ou em si mesmo, não hesite em procurar um profissional da saúde especializado. As opções de tratamento disponíveis serão melhores quanto mais cedo fizerem o diagnóstico.

Para um suporte especializado em saúde mental ou cognitiva durante o tratamento, entre em contato conosco e agende uma avaliação e saiba mais sobre como podemos fornecer o apoio necessário. Você pode entrar em contato conosco via WhatsApp ou por meio do telefone (11) 3262-3468.

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