Setembro Amarelo: é tempo de autocuidado e atenção às pessoas próximas

Desde 2014, o mês de setembro é marcante por um motivo muito importante: a ideia de realizar a campanha Setembro Amarelo, criada pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pelo Centro de Valorização da Vida (CVV). A campanha tem como objetivo a prevenção do suicídio, através da conscientização da população. A iniciativa tem como ponto marcante a data de 10/setembro, que é o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio.

Diversas ações serão desenvolvidas por muitas instituições brasileiras. O lema da campanha para 2022 é: “A vida é a melhor escolha!”. É muito relevante que exista um mês dedicado ao tema do suicídio, pois a conscientização é indispensável para aprender e para ajudar o próximo, e também é a melhor saída para lutar contra este problema tão sério.

Quando alguém pensa em tirar a própria vida, as pessoas próximas precisam saber identificar o quanto antes para que seja oferecida ajuda, tanto com uma escuta ativa e sem julgamentos, quanto com a busca de apoio especializado do médico psiquiatra, que saberá como manejar a situação.

Alguns dados sobre suicídios no Brasil

Embora os números estejam diminuindo em todo o mundo, os países das Américas estão na contramão desta tendência, com índices que não param de crescer, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Uma grande parte de todos os casos de suicídio estão relacionados às doenças mentais, principalmente aquelas não diagnosticadas ou tratadas incorretamente. Desta forma, muitos casos poderiam ser evitados se esses pacientes tivessem acesso a um tratamento psiquiátrico adequado.

No Brasil, os dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do DATASUS, do período de 2010 a 2019, demonstram um aumento consistente nas taxas de mortalidade por suicídio, com destaque para o maior risco de morte em homens e para o aumento nas taxas de suicídio de jovens. Neste período, ocorreram no país 112.230 mortes por suicídio, com um aumento de 43% no número anual de mortes, que correspondia a 9.454 em 2010, passando para 13.523 em 2019.

Em 2020, embora tenha acontecido uma diminuição geral de 13% na taxa de suicídios no Brasil (entre março e dezembro), houve um excesso substancial de suicídios em diferentes faixas etárias e gêneros nas regiões Norte e Nordeste. Os idosos destas regiões foram os mais vulneráveis. De uma forma geral, os suicídios foram efeitos indiretos da pandemia da Covid-19, em diferentes momentos de 2020, mais intensamente em algumas regiões e em certos grupos etários.

Ações de prevenção ao suicídio

Todos nós podemos atuar conscientizando sobre a importância que a vida tem, e ajudando na prevenção ao suicídio – tema que ainda é visto como tabu. É importante falar sobre o assunto para que as pessoas que estejam passando por momentos difíceis e de crise busquem ajuda e entendam que a vida sempre vai ser a melhor escolha.

Além disso, o investimento em estratégias de cuidados em saúde mental, inovação das ferramentas de avaliação do risco de suicídio, o desenvolvimento da telemedicina, aplicativos para smartphones e instrumentos baseados na internet – em combinação com as abordagens tradicionais – são prioridades clínicas valiosas para que os índices de suicídio diminuam.

Como cada pessoa pode atuar?

Quando uma pessoa decide terminar com a sua vida, os seus pensamentos, sentimentos e ações apresentam-se muito restritivos, ou seja, ela pensa constante e compulsivamente sobre o suicídio, e é incapaz de perceber outras maneiras de enfrentar ou de sair de seu problema. Estas pessoas pensam de forma rígida e focada, devido à distorção que o sofrimento emocional lhes impõe. 

Algumas características podem ser identificadas em pessoas com propensão ao suicídio: certos comportamentos indicam condições perigosas que requerem cuidados médicos. Algumas características são: isolamento emocional e social; falta de comunicação; irritabilidade atípica; distúrbios do sono; sintomas físicos que não estão associados a nenhum diagnóstico médico, como dor de estômago e alteração intestinal; e recusa da ajuda de amigos, parentes ou mesmo profissionais.

Desta forma, caso perceba que algum familiar, amigo ou outra pessoa próxima esteja apresentando um comportamento diferente e preocupante, aja imediatamente! Entre em contato com os serviços de apoio, como o Centro de Valorização da Vida (CVV) – disque 188 – ou o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) da região em que mora.

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Este texto foi elaborado com informações dos seguintes portais:

https://www.setembroamarelo.com/

https://www.fiotec.fiocruz.br/

https://www.saude.go.gov.br/

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