Qual é a relação entre alimentação e saúde mental?

Há anos os profissionais da saúde nos alertam sobre os perigos da má alimentação e do sedentarismo, com enfoque nos malefícios causados à saúde física. O que poucos sabem é que os hábitos alimentares também interferem diretamente na nossa saúde mental.

A alimentação tem a função primordial de fornecer ao nosso cérebro todos os nutrientes e micronutrientes essenciais para o seu funcionamento. Assim como para o restante do nosso corpo, a falta ou excesso de algum desses componentes pode afetar o funcionamento do cérebro, levando o paciente a desenvolver transtornos mentais como depressão, ansiedade, estresse, insônia, entre outros problemas.

Em geral, uma alimentação saudável pode ajudar a melhorar nossas funções cerebrais, cognitivas e emocionais, aumentando nossos níveis de energia, melhorando nossa memória, além de ajudar a controlar nossas emoções. Os estudos na área da Psiquiatria Nutricional têm ganhado notoriedade nos últimos anos, justamente por terem se mostrado aliados no tratamento e, principalmente, na prevenção de transtornos mentais, bem como na manutenção da saúde mental de pacientes psiquiátricos. 

Qual é a dieta ideal para o nosso cérebro?

Dentro da Psiquiatria Nutricional existem diversos estudos que comprovam a influência dos hábitos alimentares no cérebro humano. Um dos maiores estudos já realizados foi publicado por um grupo de pesquisadores britânicos, no ano de 2020.

O experimento acompanhou 118.378 adultos, durante o período de 6 a 8 anos, e tinha como objetivo encontrar hábitos em comum na rotina de pacientes que viessem a desenvolver depressão no decorrer da pesquisa.

Dentre os pacientes que desenvolveram depressão, os pesquisadores identificaram alguns padrões alimentares:
– Alimentação irregular e sem consumo de leite e derivados.

– Uso de polivitamínicos e vitamínicos do complexo B.

Por outro lado, os pesquisadores da área também entraram em consenso sobre a dieta ideal para a saúde mental. Dieta esta que possui efeito preventivo e terapêutico na depressão, na ansiedade, na melhora do humor, na cognição e no sono. Esta dieta deve ser:

– Rica em verduras, legumes, cogumelos, grãos, castanhas, frutas, azeite de oliva, frango, peixes e frutos do mar.

– Restrita em outras proteínas animais, alimentos refinados, frituras e doces.

Para os especialistas, o modelo de alimentação ideal para o nosso cérebro se baseia na dieta mediterrânea: plano alimentar praticado pelos habitantes dos países próximos ao Mar Mediterrâneo, documentada pela primeira vez entre as décadas de 1950 e 1960. 

Os moradores dessas regiões possuem um hábito alimentar peculiar, composto pelo consumo diário de frutas, legumes, nozes, gorduras saudáveis, sementes, especiarias e restrição ao consumo de carnes com alto teor de gordura, alimentos processados e refinados. A alimentação balanceada aliada a outros hábitos saudáveis contribui para que essa população apresente um alto índice de qualidade de vida e menor incidência de doenças como hipertensão, câncer, AVC, diabetes, entre outras. 

A alimentação saudável NÃO substitui a terapia

Alimentação e saúde se completam. Melhorar os seus hábitos alimentares certamente trará mais qualidade de vida, mas dificilmente será a cura para algum transtorno psicológico ou psiquiátrico. Definitivamente, uma coisa não exclui a outra.

É importante ressaltar que todo tratamento psicológico ou psiquiátrico deve ser feito com responsabilidade e paciência, do começo ao fim, seguindo todas as orientações médicas. Se, por acaso, você sentir que não está progredindo de alguma forma, converse com um especialista, talvez seja a hora de solicitar alguns exames para fazer um check-up da sua saúde.

Caso você ainda não possua suporte psiquiátrico, o Instituto de Psiquiatria Paulista está pronto para apoiá-lo em momentos como este. Navegue em nosso website e marque uma consulta, caso sinta necessidade.

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