Doenças psicossomáticas: a importância do tratamento profissional e do autocuidado 

Você já sentiu uma dor de cabeça inexplicável depois de um dia estressante? Ou uma crise de gastrite depois de uma discussão com alguém? Esses são alguns exemplos de sintomas de doenças psicossomáticas.

As doenças psicossomáticas representam uma complexa interação entre elementos psicológicos e físicos, portanto, podem exercer um impacto considerável na qualidade de vida.

Essas condições têm o potencial de gerar dor, desconforto e limitações, além disso, também pode acarretar em custos financeiros substanciais devido à necessidade de tratamento médico e medicamentos.

Neste artigo, exploraremos o papel do suporte profissional e do autocuidado no tratamento e prevenção das doenças psicossomáticas, focando sempre na melhoria da qualidade de vida. 

O que são doenças psicossomáticas?

As doenças psicossomáticas referem-se a condições médicas nas quais fatores psicológicos desempenham um papel significativo no desenvolvimento, na gravidade ou na persistência dos sintomas físicos.

De forma geral, quando estamos muito estressados, ansiosos, ou enfrentamos momentos difíceis emocionalmente, isso pode desencadear ou piorar problemas de saúde física.

Segundo uma pesquisa feita em 2020 pelo hospital e centro acadêmico norte-americano Cleveland Clinic, a doença psicossomática afeta aproximadamente 5 a 7 % da população mundial. Contudo, por razões ainda não compreendidas, as mulheres apresentam maior índice de incidência da doença, chegando a ser 10 vezes mais frequentemente do que os homens.

No Brasil, elas são a terceira causa de afastamento do trabalho, ficando atrás apenas de doenças musculoesqueléticas e doenças cardiovasculares.

Quais são os sintomas de uma doença psicossomática? 

  • Dores crônicas;  
  • Fadiga e fraqueza;  
  • Alterações no apetite;  
  • Ansiedade; 
  • Irritabilidade; 
  • Distúrbios gastrointestinais;  
  • Problemas respiratórios, como falta de ar; 
  • Problemas cardíacos;  
  • Distúrbios dermatológicos, como coceiras ou alergias;  
  • Distúrbios de sono.

Além disso, os sintomas das doenças psicossomáticas também podem incapacitar temporariamente o indivíduo na realização de tarefas diárias, seja no trabalho, nos estudos ou até mesmo nas atividades de casa.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico das doenças psicossomáticas se caracteriza por um processo complexo que envolve uma avaliação dos fatores psicológicos e físicos do paciente.

Em um primeiro momento, o médico ou psicólogo irá analisar o histórico do paciente, bem como os sintomas físicos, histórico de saúde mental e familiar, além de fatores estressores atuais.

Em seguida, poderão ser solicitados exames complementares para descartar outras condições médicas que possam estar causando os sintomas. 

Finalmente, se os exames não revelarem nenhuma causa física para os sintomas, o médico pode considerar um diagnóstico de doença psicossomática. No entanto, é importante ressaltar que o diagnóstico de doença psicossomática não é definitivo e pode ser reavaliado à medida que o paciente recebe tratamento.

Leia também: Quando procurar ajuda psicológica? Descubra se você precisa! 

Doenças psicossomáticas no DSM-5

Os critérios para o diagnóstico de doença psicossomática variam de acordo com o sistema de classificação utilizado. No Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), as doenças psicossomáticas são classificadas como “transtornos somatoformes”.

Para o diagnóstico de um transtorno somatoforme, o DSM-5 exige a presença de pelo menos dois sintomas físicos que não tenham uma explicação médica. Esses sintomas devem causar sofrimento significativo ou prejuízo no funcionamento social, ocupacional ou em outras áreas importantes da vida.

Além disso, o DSM-5 preconiza que o paciente tenha um histórico de preocupação excessiva com a saúde ou de procura excessiva de cuidados médicos.

Tratamentos disponíveis

O tratamento das doenças psicossomáticas geralmente envolve uma combinação de psicoterapia e tratamento médico. A psicoterapia pode ajudar o paciente a identificar e lidar com os fatores psicológicos que estão contribuindo para os sintomas. 

Da mesma forma, o suporte médico pode ser necessário para controlar os sintomas físicos, como dores ou ansiedade, utilizando a prescrição de medicação como ferramenta importante. 

Contudo, maneira como as doenças psicossomáticas evoluem – ou não – podem variar de pessoa para pessoa. Em alguns casos, os sintomas podem ser controlados com tratamento. Em outros casos, os sintomas podem ser crônicos e debilitantes.

Acompanhamento profissional

O tratamento com  profissionais de saúde é essencial para a prevenção de doenças psicossomáticas. Um profissional de saúde pode ajudar a identificar os fatores que contribuem para a doença e desenvolver um plano de tratamento. Assim, as abordagens podem incluir psicoterapia, medicamentos ou uma combinação de ambos.

Psicoterapia

A psicoterapia pode ajudar as pessoas a lidar com os fatores psicológicos que contribuem para a doença, como aprender a gerenciar o estresse, reduzir a ansiedade e melhorar o enfrentamento.

Medicamentos

Os medicamentos podem ser usados para aliviar os sintomas físicos. No entanto, os medicamentos não são uma solução permanente para as doenças psicossomáticas. Eles devem ser usados em conjunto com a psicoterapia para obter os melhores resultados e só devem ser tomados sob orientação médica.

O autocuidado na prevenção e tratamento das doenças psicossomáticas

O autocuidado é importante para todos, mas é especialmente importante para pessoas que sofrem de doenças psicossomáticas. Praticar o autocuidado pode ajudar a pessoa a cuidar de sua saúde física e mental,  Algumas dicas de autocuidado incluem:

  • Manter uma alimentação saudável: uma alimentação saudável é essencial para a mente e o corpo.
  • Prática de exercícios físicos: da mesma forma, os exercícios físicos ajudam a reduzir o estresse e a ansiedade, e também melhoram a saúde física.
  • Higiene do sono: dormir o suficiente ajuda no equilíbrio da saúde física e mental.
  • Relações sociais: as relações sociais são importantes para a saúde como um todo.
  • Tempo para si mesmo: por fim, é importante reservar um tempo para atividades que você gosta, o que pode ajudar a reduzir o estresse e a ansiedade.

Em resumo, ao adotar um estilo de vida saudável e procurar ajuda profissional, as pessoas com doenças psicossomáticas podem melhorar sua qualidade de vida e reduzir o impacto da doença em seu dia a dia.

O IPP está aqui para oferecer apoio

Lidar com uma doença psicossomática pode ser desafiador, mas não é impossível. Sendo assim, ao adotar estratégias para gerenciar o estresse, buscar ajuda profissional adequada e praticar o autocuidado, você pode melhorar sua qualidade de vida e recuperar seu bem-estar emocional e físico.

Lembre-se de que cada pessoa é única e pode responder de maneira diferente a diferentes abordagens de tratamento. Portanto, é importante encontrar o que funciona melhor para você e se manter perseverante em sua jornada de recuperação.Entre em contato conosco para agendar uma avaliação ou obter mais informações sobre como podemos fornecer o apoio necessário. Você pode entrar em contato conosco via WhatsApp ou através do telefone (11) 3262-3468.

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